Quem somos?
AcademiaJung

Somos uma escola de referência no ensino da Psicologia Analítica, formando analistas, promovendo investigação e aprofundando a compreensão do humano em transformação.
  • A Academia Internacional de Psicologia AnalíticaInternational Academy of Analytical Psychology™ (AcademiaJung.com) — é, desde 2013, uma associação independente de psicólogos e outros profissionais de saúde mental, dedicada à divulgação e ao aprofundamento da obra de Carl Jung — obra ainda hoje amplamente inexplorada, mesmo entre os chamados “junguianos”. 
  • Sediados em Portugal, assumimos uma vocação global. À semelhança dos navegadores portugueses, que deram novos mundos ao mundo, exploramos o psiquismo como verdadeiros psiconautas, navegando pelo vasto território da psique humana. 
  • Fundamentados neste percurso, fundámos em Braga, em 2022, o Instituto Clínico Junguiano (ICJ) — www.icj.pt —, um espaço privilegiado dedicado à prática clínica, à formação e à investigação em Psicologia Analítica.    

A nossa origem:

A AcademiaJung surgiu em 2013 da necessidade de apoiar estudantes de doutoramento e pós-graduação em Psicologia Analítica, em articulação com universidades estrangeiras.

Perante a ausência, em Portugal, de estruturas de acompanhamento académico nesta área, foi criado um núcleo independente com o objetivo de colmatar essa lacuna formativa. 

Desde então, a Academia evoluiu para um projeto mais amplo, integrando: 
•       formação especializada 
•       supervisão pedagógica e clínica 
•       colaboração interdisciplinar nas áreas da Psicologia Analítica, Psicologia Clínica e Psicologia da Saúde 

Nota: Importa sublinhar que esta Academia é uma iniciativa independente, sem qualquer ligação à International Association for Analytical Psychology.

OPP - Formação Acreditada

Somos os detentores da primeira formação em Psicologia Analítica acreditada em Portugal (em 2018) pela Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP): "Promoção, Prevenção e Intervenção em Saúde Mental: Na perspectiva da Psicologia Analítica" - Código da acção: 231.1 - conferindo 60 créditos na área de especialização de Psicologia Clínica e da Saúde.

A "Escola dos Códigos" em Psicologia Analítica

A nossa abordagem teórica distingue-se das três correntes clássicas da Psicologia Analítica — Clássica, do Desenvolvimento e Arquetípica — ao propor uma quarta via: a “Escola dos Códigos”. 

Esta perspetiva integra o legado de Jung com os avanços contemporâneos das ciências da vida e da mente. Em particular, assume como eixo estruturante a Code Biology (www.codebiology.net), campo científico emergente fundado pelo embriologista Marcello Barbieri (www.marcellobarbieri.website), que investiga os códigos biológicos, neuronais e culturais que organizam os processos vitais e simbólicos. 

A título de exemplo das produções da nossa Escola e das influências que a mesma está a ter no mundo junguiano, apontamos as seguintes publicações:

▶︎ Major, J.C. (2021). “Archetypes and code biology.” Biosystems, 208, 104501.
https://doi.org/10.1016/j.biosystems.2021.104501   

▶︎ Goodwyn, E. (2024). The innate story code. BioSystems, 244, 105285.
https://doi.org/10.1016/j.biosystems.2024.105285   

▶︎ Major, J.C. (2025). Review Essay on Gary Clark’s book, “Carl Jung and the Evolutionary Sciences: A New Vision for Analytical Psychology.” Routledge, 2025. International Journal of Jungian Studies, 7, 2.
https://doi.org/10.1163/19409060-bja10047   

▶︎ Major, J.C. (2025). From code to archetype: Toward a unified theory of biological, neural, and artificial artifacts. Biosystems, 254, 105516. 
https://doi.org/10.1016/j.biosystems.2025.105516   

▶︎ Sacco, Rob G., Marks-Tarlow, T., & Beitman, Bernard D. (2026). Archetypes as Codes: Jungian Psychology, Biological Organization, and the Fractal Logic of Synchronicity. International Journal of Jungian Studies.
https://doi.org/10.1163/19409060-bja10063

É neste cruzamento entre psicologia, biologia e teoria dos códigos que se afirma a nossa Escola. 

Não rejeitamos as outras perspetivas; reconhecemos nelas contributos essenciais. Entendemos, contudo, que nelas permanecem limites teóricos que o próprio Jung procurou ultrapassar: o de situar a Psicologia Analítica no seio das ciências da vida. É precisamente esse movimento que retomamos e desenvolvemos. 

Connosco, ciência, clínica e simbolismo não se opõem — convergem.

Fundamentação filosófica e epistemológica

A nossa abordagem teórico-prática encontra fundamentação na tradição fenomenológica da “Escola de Braga”, bem como na sua práxis humanista e também junguiana, tal como foi entendida e praticada, por exemplo, pelos Professores João Rodrigues Mendes, SJ (1910–1972), Diamantino Martins, SJ (1910–1979) e Alfredo de Oliveira Dinis, SJ (1952–2013), vultos maiores da Faculdade de Filosofia de Braga (FacFil), a primeira Escola Superior não estatal a conferir graus académicos de Licenciatura e Doutoramento em Portugal. 

Esta Escola encontra a sua origem em 1934, quando os jesuítas estabeleceram, na Rua de S. Barnabé, o Instituto Beato Miguel de Carvalho para o estudo da Filosofia. Em 1967, o Instituto foi elevado à categoria de Faculdade e tornou-se a primeira Faculdade da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Em 2015, esta Faculdade foi fundida com a Faculdade de Ciências Sociais, dando origem a uma nova unidade. 

Por sua vez, a Academia Internacional de Psicologia Analítica — fundada em 2013 pelo psicólogo clínico e professor da FacFil, o Prof. João Carlos Major (www.joaocarlosmajor.com), coadjuvado por outros colegas — assume-se como uma herdeira natural da tradição junguiana dessa saudosa e memorável Escola Bracarense (agencia.ecclesia.pt/portal/filosofia-da-escola-bracarense). 

É neste horizonte mais vasto que se inscreve a nossa própria compreensão do humano: não como entidade isolada, mas como realidade constitutivamente relacional. Sublinhamos, pois, o denominado paradigma relacional tal como defendido pelo Professor Alfredo Dinis, no qual a relacionalidade assume um caráter ontológico. Na mesma medida, defendemos que a noção junguiana de “Self” não deve ser entendida como algo a priori (o que se apresentaria como uma negação da teoria da evolução, a qual se encontra na génese do pensamento de Jung, na senda de William James), mas como uma entidade relacional; ou, dito de outro modo, como o diálogo em curso entre o consciente e o inconsciente.